segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013



Eu queria ter certeza que meu telefone iria tocar.
Queria ter a certeza que você iria dormir ao meu lado depois do futebol;
Queria ter a certeza que hoje iria sentir o cheiro da sua respiração;
Que hoje eu morreria de rir com suas brincadeiras.
Queria ter a certeza de quando o sol tivesse ido embora, eu iria escutar a campainha;
Queria ter a certeza que eu iria assistir o programa mais chato da TV ao seu lado;
Queria ter a certeza de te ver fumando sentado na varanda ou na janela;
Queria ter a certeza que um dia eu te veria de novo.

Queria tantas certezas, 
mas a única certeza que tenho, 
é que você nunca mais será meu.


segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Tragédia nada santa, em Santa Maria - RS



 Hoje com o coração rolando lágrimas me propus a escrever sobre este terrível e lamentável acontecimento chocante que me abalou profundamente.
Me abalou, pois estes jovens tem aproximadamente minha idade, me abalou porque também gosto de baladas e festas, me abalou porque poderia ser minhas irmas ou meus amigos, me abalou porque já fui universitária e sei quantos sonhos carregamos em cada manha que nós levantamos para ir a faculdade, me abalou porque é tão triste perder um futuro cheio de sorrisos que é o que alimenta a alma.
Acordei e do meu quarto ouvi falar sobre o acontecido, logo me levantei e caminhei até a sala e vi as imagens, não fazia ideia da tamanha tragédia que era e nem que tantos jovens inocentes morreram naquela madrugada. Li textos que me arrepiaram, fotografias chocantes, ouvi mil e um tipos de explicações sobre o acidente, sobre quem seria preso e sobre quem seriam os culpados.
Isso me fez pensar em algo que aprendi na faculdade, a PREVENÇÃO.
Cade a prevenção de quem propõe realizar festas, que está lidando com centenas de pessoas, dessa banda de música que não pensou ou não cogitou o perigo que sinalizadores provocam, prever é viver mais.
Acomodar-se é achar que tudo está bem, quando realmente não está, mas não faz nada para mudar. E agora vemos como muda, mudou a vida de mais de 230 pessoas, só que agora mudou para sempre. Mudou a rotina destas famílias, que não acordaram mais sorrindo por um bom tempo, isso se conseguirem dormir, o que eu duvido que consigam, estão vivendo uma realidade, estarão mortos em vida, até conseguirem sair deste processo de luto, pena que nem todos conseguiram.
Como ser humana e psicóloga, gostaria muito de colaborar, poder ser voluntária e estar abraçando cada pai que jamais poderá abraçar seus filhos novamente, mas como a distância e compromissos não me permitem realizar este ato de solidariedade, me resta colaborar da maneira que posso, que é rezar por estas almas inocentes e por estas famílias, que Deus possa encobertar seus corações de luz, em um dos momentos mais difíceis de uma vida, perder um filho, que é parte, é inteiro, é um pedaço da vida de cada pai e mãe.
Como imaginar o desespero de quem ama,como acordar e não ver seu filho na cama e ligar para ele, e não ser atendido,a imaginação cria 20 bilhões de coisas e descobrir que uma destas imaginações é real, tão real que não dá para acreditar, demora para cair a ficha. Cair a ficha que quem você tanto ama, nem teve tempo para se defender, pois a fumaça age rapidamente no organismo, que defesa poderiam ter, como pensar e ter calma em situações de desespero, ver a morte correndo atrás de você e não conseguir escapar dela.
Me arrepia só de pensar em cada pai pisando naquele ginásio esportivo e se deparar com mais de 200 corpos, e de repente encontrar seu filho ali, morto. Meus olhos enchem de lágrimas só de me imaginar nesta situação, nesta posição, nesta condição e nessa certeza de saber que foi o fim de quem amo, de saber que não houve chande de dizer te amo,  não houve chance de dar um ultimo beijo, não teve chance de dar um ultimo conselho, não teve chance da despedida, perder alguém com despedida dói muito, sem despedidas, despedaça um coração.
Toda vez que me vem a cabeça 'tragédia em Santa Maria' logo penso no nome da cidade 'SANTA MARIA', que de fato só o nome da cidade é confortante, porque a tragédia não foi nada santa.
Estou de Luto, por estas almas e por estes pais.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013



 É estranho escrever sobre amor quando não se tem um amor.
Sinto como a inspiração tivesse sido deteriorizada. 
É um abandono total ideias, de coração sem pulso, olhos asperos, sorriso amarelo, verde, azul, de qualquer cor, qualquer cor que não brilhe.
Manhas sem canto dos passarinhos, sem passeios nas ruas, sem comprar presentinhos, sorrisos sem motivos, não escrevo mais cartas, não mando mais flores, nem ando mais lendo poesias.
O amor talvez seja uma coisa que ate nem sei se precisa ser.
  E se precisa ser, não sei o que precisa ser para ser.

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Te Quero do Meu Jeito



Te quero pelo cheiro, te quero pelo beijo, não te quero por inteiro.
Quero seus dedos, quero seu cabelo, quero sua camisa desabotoada, mas não dormir abraçada.
Quero seus chinelos em meus pés, sua roupa em meu corpo, e não quero outro.
Te quero por uma noite, não para uma vida toda.
Te quero em silêncio, sem acordes, te quero no escuro, te quero na solidão, te quero na precisão.
Te quero no chão, debaixo do colchão, mas fora do coração.

terça-feira, 13 de novembro de 2012

 Quero você, quero eu, quero lençol desarrumado,
 travesseiros embolados,
 o cheiro grudado, o suor se evaporando.
 Quero gritos entonados, quero sintonia.
 Quero abraço apertado, pernas coladas,
 quero atos que não desatam.
 Quero seu beijo se misturando com seu cheiro,
 sua pele se misturando com seu desejo,
 lado ao lado, alias grudados.

...'*





terça-feira, 23 de outubro de 2012

Ser Maduro Dói



Eu sempre acreditei na força do tempo, mesmo a dor sendo incrivelmente sentida como pontinhas de agulhas enfiadas no estômago. Dia após dia faz um efeito enorme, só não sabemos disso no exato momento da dor, precisou de tempo para eu conseguir entender apenas uma coisa, alias, entender eu já havia entendido há muito tempo, mas aceitar, isso me custou um preço e um longo período de lágrimas pesadas no suave travesseiro de noites ensolaradas.
Mas este período  e muitas e muitas sessões de terapia me fez enxergar o abstrato dos piores sentimentos. Um deles, foi saber diferenciar a paixão do amor.
Hoje falo de boca cheia, eu chorava por uma paixão avassaladora, inusitada, engraçada e as vezes até cômica, e como não chorar por uma relação doentia, onde o máximo que iria chegar era ao fracasso.
Aaah se eu soubesse disso, como minhas manhas teriam sido diferentes, como o cheiro das flores teriam outro aroma, o som das musicas outros sons.
Paixão chega sem avisar, atravessa nosso peito como facão, rasga, machuca, sangra e dói. Sim paixão foi o inicio de toda a desgraça, como diz minha bela entendedora das palavras, ah Clarice Lispector você sim sabia, ' eu acertei em tudo, só errei quando coloquei sentimento'.
Errei, e errei feio, me apaixonei e fui extremamente cativante a ponto dele se apaixonar também, eeee paixão que destruiu meus sonhos mais calientes, sonhos que foram apagados como um assopro em uma vela de aniversário, só que nesse assopro não deu tempo de fazer o pedido.
O erro, a culpa, e as bilhares de bobagens ditas para encontrar algo para amenizar qualquer sentimento inferior. Querem saber, Dane-se!
Agora já foi, ficou uma coisa linda de se ver, o amor! Foi-se a paixão, e com ele foram os sonhos, os sorrisos, abraços e toda magia de um futuro contagiante. Ficou apenas os olhos brilhantes de pensamentos de como poderia ter sido ou sorrisos falsos de 'ta tudo bem, era o destino'.
Maldita mania de colocar a culpa no destino, você simplismente erra, e a culpa é do destino!?
Poupe-me, assuma o erro e conforme-se!
Acreditar que paixão virou amor e permaneceu por todo esse tempo aqui guardadinho dentro de uma caixinha sem cadeado. É meu irmão a vida é boa para poucos, só para excessões, e eu sou via de regra, estou no meio de centenas de pessoas que choram e sofrem por algo que não conseguem perder.
Mas o pior de tudo não foi apenas te perder, foi perder aquele medíocre respeito, alias acho que nunca houve respeito, palavras grotescas gritadas a toda uma população, ah que feio!
Era o feio mais belo, e eu digo daqui 50 anos né Caio F.A., eu ainda vou lembrar seu nome e de como me fazia sorrir. Lembrarei do gosto do beijo, das mãos quentes, do sorriso largo, dos olhos brilhantes, do doce preferido, do time do coração, até da forma como dormia.
E nada foi perdido, onde se ganha experiência, força e principalmente maturidade, essa que chegou sem pedir licença e foi entrando porta a fora, mas que se estabeleceu muito bem dentro desse novo lar, obrigada por me obrigar a crescer.
Maturidade mais amor, está sendo igual solidão. Pode demorar um, dois ou até três anos, não importa quanto tempo dure, pode até durar a eternidade, o infinito, tem coisas que jamais serão jogadas fora sem se aproveitar algo, nem que esse algo seja a solidão.



sábado, 6 de outubro de 2012




Me vê um copo de whisky, por favor !




Hoje é uma daquelas noites que me dá uma vontade incalculavel de escrever. Momento de colocar aquela angustia para fora, pegar um copo de whisky com gelo e passar a noite enchendo a cara e pensando 'como eu consegui fazer toda essa baboseira de novo? ' .
Quantas esquinas eu ainda vou ter que dobrar para perceber que continuo no mesmo caminho, que encontro as mesmas pedras, tropeço nas mesmas, levanto e continuo andando no mesmo caminho.
Sentir-se desamada é um sentimento de pena. Levar foras é igual acordar cedo nas segundas-feiras, dói, e não é pouco. Odeio fins, odeio de verdade.
Odeio fim com cara de bonzinho, gosto do fim com um não estampado na minha cara, com dor e com choro. Gosto de saber que é um fim, e que aquilo vai me corroer por dentro, vai me fazer ter desesperança, vai fazer eu me perder no meio dos meus sonhos, vai atrapalhar a minha vida, meu trabalho, meus estudos, meu sono.
Diga me não quando não me quiser mais, grite se for preciso pra eu entender.
Não seja gentil e nem dócil, me faça sentir como uma coitada, não tenha dó.
Me maltrate, não me faça me sentir unica, que eu seja mais uma, não me de importância.
Deixe me ir, pra nunca mais sentir vontade de voltar, não me deixe com nenhum pingo de esperança.
Acho extremamente necessário sentir dor, pra saber que um fim é fim, para dar uso ao seu entendimento.
Para se passar por aquelo longo e doloroso processo de luto, esperar o ciclo se fechar, ouvir uma musica e seus olhos encherem de lágrimas e os pensamentos saltarem diretamente para outro planeta.
É disso que eu preciso quando o fim resolve mais uma vez me visitar, fantasio que o fim deva gostar muito de mim, quando eu menos espero, ali está ele, do outro lado da rua, indicando o dedo pra mim e dando aquela risadinha sarcástica ' te peguei mais uma vez ' .